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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Descontroladamente
O meu coração pulsa
Projetam-se cores
intensas
Descontroladamente
Sinto as veias se encherem
de vida
Que se renova a cada dia
SOBRE A FOTO
Em uma de minhas caminhadas pelas ruas centrais de Curitiba, tive a grata surpresa de encontrar essa planta, que é, no mínimo, diferente... bem "cabeluda", digamos assim. Não sei qual o nome dela, mas a sua beleza me impressionou. De perto, ela parecia uma explosão; enfim, um efeito visual fantástico.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
No silêncio da madrugada
É noite
O mar, à frente, se esconde
A lua não apareceu
Há nuvens no céu
E a brisa toca o meu rosto
Sob o romantismo das luzes amarelas
No silêncio da madrugada
A noite me convida para dançar
A paz de Deus inunda o meu peito
Sua beleza se manifesta
Mesmo em uma noite nada estrelada
SOBRE A FOTO
O lugar: Mês de julho, inverno... e eu estava em Guaratuba. O mar gelado e o vento cortante não me desanimaram. Gosto de conhecer lugares em épocas de pouco movimento. Gosto de ouvir o sussuro do mar. Em Guaratuba, no inverno, não há carro com som alto nem as grandes festas ou shows característicos do verão.
A composição e a técnica: Gosto também de fotos noturnas, de explorar a magia das longas exposições. Ao invés de centésimos de segundo, são 20 ou 30 segundos capturados em uma única foto.
É muito importante pensar em como compor os elementos em uma foto desse tipo. Aliás, ao fazer uma foto com longa exposição, normalmente há tempo para pensar, olhar, analisar, medir, testar... Bem, a composição dessa imagem utiliza dois planos muito bem definidos: as folhas à frente, que se transformaram em uma espécie de moldura ornamental, e as pilastras ao fundo, que formam uma linha horizontal que dá a base de sustentação da imagem. O tripé, nesse caso, foi fundamental. Além de cumprir a função de não deixar a câmera tremer durante a exposição, ele me possibilitou utilizar uma abertura de diafragma bastante reduzida, o que fez com que ambos os planos da imagem ficassem focados.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Pequenas folhas
Em dias de sol
De céu azul profundo
O mundo pára
Para ver a beleza das pequenas folhas
SOBRE A FOTO
Quando fazem dias assim, em que o azul do céu nos faz perder o fôlego, adoro pegar a câmera e me perder por aí. Às vezes nas ruas do meu bairro, às vezes nas redondezas da casa de algum amigo ou parente que vou visitar, enfim... Quando tirei essa foto estava andando pelo centro, quase no Alto da XV. Gosto muito de contrastar o verde ou laranja das folhas com o azul do céu; tenho várias fotos que fiz dessa forma. Esse tipo de composição acaba sendo muito natural, pois normalmente olhamos as árvores de baixo e, exatamente por isso, quase sempre vemos o céu ao fundo delas. É o que basta. Acredito na verdade da beleza das coisas naturais.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Quero ser caminhoneiro
Meu primo
quando pequeno
ao ser perguntado
sobre o que seria na vida
Disse com orgulho
— Quero ser caminhoneiro, igual meu pai!
SOBRE A FOTO
Ia de ônibus para Bandeirantes, minha terra natal. A viagem duraria a madrugada toda. Mais ou menos à 1:30h chegara a hora da parada. Como em todas as outras vezes em que fizera a mesma viagem, essa era a hora em que iria ao banheiro, comeria alguma coisa e depois mataria o restante do tempo olhando os peixes na piscina artificial do posto de combustível. Mas desta vez estava preparado, de câmera em punhos. A imagem acima estava na minha mente há tempos. Sempre achei muito bonita a luz dourada do poste batendo nos caminhões estacionados sobre o chão de paralelepípedos.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O dia vai indo embora

De longe
Ao pôr-do-sol
Contemplo a cidade
De leve
Desprovido de intenção
O dia vai indo embora
São cores vivas
De um momento único
Esplendido
E fugaz
Tanto que
Ao fim do verso
O dia já me abandonara
SOBRE A FOTO
Fim de tarde no Parque Barigui, em Curitiba. Já havia dado uma volta quase completa no parque. Depois de tomar chuva por um bom período da caminhada, Deus resolveu fazer arte no céu antes do dia acabar. Voltei pra casa molhado e com frio, mas com o coração repleto de paz.
domingo, 3 de outubro de 2010
Dia de eleição

Levantei cedo
Escovei os dentes e saí
Era domingo
Dia de eleição
A rua, um mar de panfletos
Os muros, tomados de rostos sorridentes
Velhos, novos
Carecas, barbudos
Sargentos, professores e pastores
(sempre sorrindo)
Brigavam por uns poucos metros quadrados
E pela minha atenção
Fiz que não vi
Minha mãe me ensinou a não dar trela a desconhecidos
SOBRE A FOTO
Essa imagem faz parte de uma seção que fiz em 2002 para um trabalho da faculdade (é, já fazem 8 anos...). Saí pela cidade registrando toda a sujeira e a poluição visual gerada pelos nossos queridos candidatos. O engraçado é perceber as "brigas" entre os militantes. Em uma noite, vai lá a turma do candidato A e enche um muro de cartazes. Passada mais uma noite, o muro já amanhece com fotos do candidato B, que foram coladas sobre os cartazes do seu rival. E assim sucessivamente. Em alguns casos, fiz questão de rasgar os cartazes; acreditem, era incrível a quantidade de camadas. É o caso dessa foto, tirada de um poste no centro de Curitiba.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
O preço da banana
A expressão é famosa
Ouço desde pequeno
— Vendi a preço de banana
Mas, afinal de contas, qual é o preço da tal da banana?
— É seis real aquele cacho dos grande, moço
Coisa inédita
Um enigma de uma vida inteira
Enfim, descobri – e fotografei – o preço da banana
SOBRE A FOTOEra carnaval; voltava de um retiro em Blumenau. O ônibus parou na região de Garuva, em uma das várias quitandas típicas que ficam na beira da estrada. Jacas enormes, linguiças por metro, e, principalmente, bananas, muitas bananas (seis real o cacho, rs).
terça-feira, 14 de setembro de 2010
É primavera!
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